Ginástica digital

Ginástica digital

Sonia Racy

23 de setembro de 2015 | 00h20

Foto: Iara Morselli/Estadão

Num país onde 70% das pessoas praticam atividade física sem qualquer orientação profissional, Alexandre Accioly e o time da Bodytech Company deram uma passo digital à frente: criaram um aplicativo para smartphones e androides que, segundo ele, vai democratizar o acesso às atividades físicas orientadas. O nome do invento é BTFIT – mas ele o define como “uma academia 100% digital”. Que funciona com ajuda de outro aplicativo, gratuito, que conta as calorias. Num momento em que a crise econômica também frequenta os salões de fitness por toda parte, ele revela: fez dois anos de pesquisas e um investimento de R$ 20 milhões. E seu projeto é abrir mais quatro casas ano que vem, para somar às 93 já em funcionamento, 48 delas com o selo Bodytech e outras 45 como Fórmula. Confira a entrevista:

Qual o plano que pretende levar adiante com o aplicativo?
Muita gente diz hoje que não tem tempo para atividade física. Das que a praticam, 70% não têm nenhuma orientação profissional. Pagar um personal trainer é para poucos. Com tudo isso em vista e mais de 20 anos de experiência em fitness e saúde, nós desenvolvemos um plano – a partir de um algoritmo inteligente que utiliza um questionário e prescreve as atividades para cada usuário.
É uma academia que, como smartphone ou androide, cabe no bolso do usuário.

Na prática, como funciona?
Não precisa de nada para treinar: basta acessar o aplicativo, escolher onde usá-lo – pode ser uma academia ou ao ar livre – e definir o tempo disponível. Com as informações do questionário, o aplicativo calcula o treino. O app é integrado ao MyFitnessPal, um contador gratuito de calorias. Há duas formas de usar. Uma, as aulas coletivas, que são gravadas diariamente no estúdio. O aluno pode acessar a qualquer hora e acompanhar o professor de casa. As aulas seguem a sequência da anterior, como na academia, e são gratuitas. Outra forma é o Personal Trainer Online, onde o aluno preenche o formulário e seus objetivos são gerados, com treino específico determinado pelo sistema. Os primeiros 30 dias do serviço serão gratuitos e há custos de assinatura mensal para Google Play e App Store.

Não receia que os personal trainers profissionais reclamem?
Não. No ano que vem, vamos avaliar a procura e lançar o BTFIT PRO. É um sistema em que os personal trainers podem se cadastrar e serem localizados pelos alunos. Estes podem ativar o APP, rastrear o personal e marcar uma aula presencial.

Qualquer personal?
Eles terão que informar o número do CREF e serão avaliados pelo aplicativo. Além disso, os alunos poderão escolher o profissional que preferirem. Não será uma aula presencial, mas ele passará um treino online e vai acompanhar o progresso dos alunos. Terão maior demanda e serão um valor a ser dividido com o aplicativo.

A crise econômica afetou a rotina de suas academias?
Sim, perdemos faturamento e puxamos completamente o freio na empresa. Ainda assim, no ano que vem vamos abrir mais quatro endereços, no JK Iguatemi, onde era o terraço da Daslu, outra nos Jardins, mais uma no Rio e a quarta em Fortaleza. /SOFIA PATSCH

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