Gerdau conta que trabalha com 85% de ocupação nas fábricas fora do Brasil

Sonia Racy

13 de maio de 2020 | 00h42

JORGE GERDAU – FOTO: PAULO GIANDÁLIA / ESTADÃO

Indústria automobilística se arrastando – ela teve, em abril, a maior queda da sua história no País desde a implantação em 1957 – como é que o setor do aço está reagindo à pandemia?

A coluna procurou o presidente do conselho de administração do Grupo Gerdau, Jorge Gerdau. “As vendas no Brasil melhoraram por causa do setor de construção e nossas fábricas no exterior, que representam 50% do grupo, estão trabalhando com 85% de ocupação”, informou o empresário. A Gerdau, a exemplo de outras empresas do aço, reduziu sua produção nacional em abril.

Com a experiência de quem começou a trabalhar com 14 anos, durante as férias escolares – no chão da fábrica de pregos da família –, o também membro do Instituto do Aço não se arrisca a fazer previsões neste clima de pandemia geral, tanto na saúde e na financeira. “Não dá, nunca vivemos nada parecido”.

Estamos em plena guerra mundial onde o inimigo é invisível? “Espero que não”, diz Gerdau, que aos 83 anos continua montando cavalo e praticando salto – em Porto Alegre, onde cumpre sua quarentena…

Em alerta 

Se o foco do editorial da The Lancet foi bater em Bolsonaro, Cláudio Lottenberg, do Instituto Coalizão Saúde e do Einstein, destaca outro ponto levantado pela revista britânica: “Há sinais de que a covid-19 está se deslocando para o interior dos estados, para cidades menores, sem condições de atendimento adequado”, ressalta o médico.

Para Lottenberg, os governos precisam “urgentemente elaborar um plano para conter esse deslocamento. Caso contrário, o cenário pode ser muito pior do que se anuncia”.

Sem parar

A Prodesp, empresa de Tecnologia do Governo de SP, já contabilizou uma média de… dez mil videoconferências por semana.

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