Futuro presidente do TSE, Barroso cita três preocupações com eleição, diante da covid-19

Sonia Racy

05 de abril de 2020 | 00h40

LUIS ROBERTO BARROSO. FOTO CARLOS MOURA/STF

Luís Roberto Barroso, que assume a presidência do TSE em maio, faz coro à atual presidente Rosa Weber: não há motivo, hoje, para adiar as eleições em outubro. Esta semana, a ministra negou mais um pedido para suspender prazo para filiações partidárias – que terminou ontem.

À coluna, Barroso enumerou “a hierarquia” de suas “preocupações”. Em primeiro lugar, vem a saúde da população, que não deve ser colocada em risco. Em segundo, o respeito à democracia, que tem nas eleições um dos seus ritos vitais; e, terceiro, se o adiamento for inevitável, deve ser pelo prazo mínimo indispensável e este ano”.

Para ele, esse debate ainda é precoce. “Não há certeza de como a contaminação vai evoluir”. De quem é a palavra final? “Do Congresso Nacional, a quem cabe aprovar emenda constitucional a respeito, se vier a ser o caso”. Pelo calendário eleitoral de hoje, a campanha política começa em agosto.

Força virtual

Em parceria com o Folding@Home, da Universidade de Stanford, a Globo emprestou a potência dos seus computadores, que incluem placas de vídeo de alta performance, num estudo que busca entender o modo que diversas doenças, como a Covid-19, evoluem.

Prato Livre

Erica Malunguinho, deputada estadual, fez uma sugestão à Secretaria de Desenvolvimento Social, sugerindo a gratuidade total do projeto Bom Prato para a população em situação de rua. A ideia é proteger os vulneráveis com o agravamento da pandemia.

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