Futebol com chip

Sonia Racy

05 de novembro de 2010 | 10h15

Habitué de copas do mundo, o árbitro Carlos Eugênio Simon, conhecido como “maestro dos campos”, é a favor do uso de tecnologia nos gramados. Entretanto, em conversa com a coluna, o juiz que se aposenta em dezembro, avisa: não são em todas as situações. Hoje ele lidera debate sobre o tema, no Museu da Imagem e do Som. Promovido pela Nokia.

Em quais situações defende aparatos tecnológicos para ajudar na arbitragem?

Sou favorável ao ponto eletrônico, em que o árbitro pode se comunicar com seus assistentes. Também ao signal bip – a bandeirinha eletrônica.

E o chip na bola?

Aprovo. Desde que seja de tecnologia confiável. Assim, quando a bola ultrapassar a linha do gol, um sinal será emitido para as antenas e para o relógio do árbitro. Estão estudando como fazer isso.

Sobre consultar a imagem na TV?

Sou contra. Porque a imagem nem sempre é confiável. E não dá para ficar parando o jogo para olhar o monitor.

Como juiz de futebol, você tem pouco tempo para tomar uma decisão…

Algo como três segundos. Portanto, tenho que estar bem preparado físico e mentalmente.

MARILIA NEUSTEIN

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