Franco, o Shakespeare de Gustavo?

Sonia Racy

18 de junho de 2010 | 09h18

Logo no começo de sua palestra, anteontem, em SP, onde relacionou Shakespeare à política brasileira, Gustavo Franco avisou antes que carapuças fossem vestidas: tratava-se de uma homenagem à universalidade de Shakespeare, um exercício metafórico que não deveria ser tomado como literal. E iniciou explicação de seu brilhante artigo publicado na revista Dicta&Contradicta, anfitriã do encontro no Shopping Villa-Lobos.

Em complexa interligação, Serra seria Ricardo III, personagem controvertido que chegou a rei mesmo sendo o sétimo na linhagem real. Aliás, a descrição feita pelo dramaturgo foi alvo, em 1997, de contestação na Suprema Corte Americana, que inocentou Ricardo III dos diversos crimes que William lhe atribuiu. “O público sempre se encanta com versões romanceadas de intrigas palacianas (…), sobretudo nas plantações jornalísticas amiúde associadas impropriamente, na maior parte das vezes, a José Serra”, contou Franco.

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