Folia, política, ironias e otimismo dão o tom nos camarotes da Sapucaí

Sonia Racy

25 de fevereiro de 2020 | 23h30

ISIS VALVERDE NO SAMBÓDROMO DO RIO. FOTO: CLAUDIA DANTAS

 

No segundo dia de folia na Marquês de Sapucaí, no Rio, o desfile nos camarotes, promovido por artistas e convidados ilustres, teve um pouco de tudo — gente defendendo o politicamente correto, criticando o governo Bolsonaro, também o de Wilson Witzel no Rio, humor, gente otimista com os bons exemplos… e não faltou ironia — como constatou a coluna, circulando pelos pontos quentes na segunda-feira à noite.

Direto da avenida, Mateus Solano seguiu para a pista de dança do Nosso Camarote e continuou no personagem de ‘malandro’, fantasia que desfilou pela São Clemente. A escola teve “O Conto do Vigário” como enredo e samba composto pelo humorista Marcelo Adnet, vestido de Bolsonaro no carro alegórico. Empolgado, Solano, de calça jeans, fazia os passos típicos de sambista ao lado da mulher, a atriz Paula Braun. O casal era dos mais animados no set do DJ Felipe Mars. Cercado por um grupo de amigos, o ator fazia stories para seu Instagram.

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Diferentemente de Marcelo Adnet, o comediante Marco Luque, que assistiu aos dois dias de desfiles da Sapucaí no Nosso Camarote, só faz imitações de políticos entre amigos. Seu preferido no momento?
“Ah, não quero citar nomes, mas tenho muito predileção por atuais presidentes do Brasil”, ironizou.

Sobre o tipo de piadas que o presidente Jair Bolsonaro costuma fazer em ocasiões solenes,ele se mostrou comedido ao opinar. “Nem todos são comediantes profissionais”, despista Luque. Ele vai estrear espetáculo só de imitações.

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Piadas à parte, João Vicente Castro defendeu que todo cidadão “precisa ser politicamente correto”. “Esse termo ficou sucateado. Mas nada mas é do que a gente se policiar pra não ser machista, racista, babaca. A gente tem hábitos péssimos. Tem que se policiar sempre”. Já sobre a cultura do cancelamento nas redes sociais, ele acha que “o problema é que falta diálogo”.

João é apontado como novo affair da atriz Débora Nascimento, mas eles ficaram em camarotes diferentes. Muso do Nosso Camarote, João circulou com amigos, posou para selfies e curtia os shows nos intervalos dos desfiles.

Carioca e morando no Rio, ele  fica sério ao falar da situação do Estado. Chamou de “descaso” o episódio da crise da qualidade da água. “Os governantes do Rio são despreparados e não têm nenhum afeto. Mas tenho fé que o carioca, agora que sentiu o que pode ser realmente ruim pra si, poderá fazer escolhas melhores (em outubro)”.

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Mais otimista, Alex Atala acha que o Brasil “está melhorando” porém tem muito chão pela frente na questão ambiental. “Nosso país vem passando por uma tomada de consciência e tem a chance de mostrar para o mundo um ato de civilidade”, opinou o chef que assinou o menu do Camarote da Arara na Sapucaí e teve como chefs convidados os estrelados Claude Troisgros e Daniel Boulud.

O Brasil está aproveitando essa chance? “Acho que a gente tem que olhar as coisas como copo cheio”, ponderou. “Prefiro, ao invés de criticar, acreditar que tem gente fazendo coisas incríveis pelo Brasil. E são essas pessoas que merecem luz”.

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Rainha da escola que homenageou os 60 anos de Brasília, a Vila Isabel, Sabrina Sato só queria mesmo saber de sambar. “Eu amo carnaval. Não sei nem explicar”, dizia, empolgada, indo para a frisa dançar com a amiga Ísis Valverde, com o celular em punho gravando para o seu Instagram.

Uma das musas do Camarote nº 1, no Sambódromo, Sabrina chegou seminua no cercadinho VIP escoltada por seguranças. A mãe, Kika Sato, companhia full time da filha famosa, se apressa pra dizer que tem não só um mas três filhos talentosos, apontando para Karina, fiel escudeira da irmã.

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“A Zoe ficou com o pai. Ela tem o espírito da Sabrina. Elétrica e espevitada. Você precisa ver ela falando ‘oiêeeeee’”, disse a avó, que postou vídeo da neta dançando, no quarto, no Belmont Copacabana Palace. Com mais de 300 mil seguidores no Instagram, ‘Dona Kika’ aproveita para divulgar sua própria conta na rede.

Sabrina estava sem o marido, Duda Nagle. “Carnaval fica muito corrido. E a gente faz o que dá, né?”, contou. “Tenho nem tempo para ver o Big Brother”, finalizou a musa do BBB 3, 22 anos atrás.

 

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