Flora Gil no 2222: ‘Agora virou moda falar de crise’

Flora Gil no 2222: ‘Agora virou moda falar de crise’

Sonia Racy

07 de fevereiro de 2016 | 01h50

FÁBIO COUTO / DIVULGAÇÃO

FÁBIO COUTO / DIVULGAÇÃO

Em ano de crise econômica, a ausência mais sentida no camarote Expresso 2222 foi da… varanda elétrica. O palco que dava para a avenida e interagia com os trios elétricos que passavam por ali foi cortado esse ano. Por quê? “Flora não te explicou? Crise? Não sei”, interpelou Gilberto Gil. “Ano de crise, talvez”. Anfitriã da área vip que recebe 800 convidados por dia, Flora, no entanto, fez questão de afirmar que não sentiu os efeitos dela e citou novas parcerias em seu negócio. “Agora virou modinha falar que tudo está em crise, o axé, o Brasil….”
Flora chegou a cogitar, ano passado, abrir seu espaço para vendas – o único ainda apenas para convidados –, mas desistiu: “A gente ia ficar igual todo mundo”. Poucas celebridades circulavam no primeiro dia do 2222. E o prefeito ACM Neto não escapava do assédio nem na área vip do vip. Questionado sobre o pedido de impeachment de Dilma, se esquivou. “O DEM tomou posição a favor, mas prefiro ficar distante. Isso é assunto para deputados e senadores”, afirmou. Gil, por sua vez, declarou ser contra o impedimento. “Não vejo razão profunda que justifique isso.”
Em tempos de epidemia do Aedes egypti e com os maiores índices registrados no Nordeste, ACM Neto criticou o governo. “A política de saúde pública está aquém do ideal. Verbas previstas para outubro só chegaram em janeiro.”
Eleitora do Rio, Flora fez questão de elogiar ACM e Eduardo Paes. “Eles são parecidos na preocupação com a cidade.” Sobre as críticas a Pedro Paulo, o candidato de Paes à sua sucessão, ela contemporizou: “Acho um pouco exagerado isso. Sou mulher e nem poderia estar falando isso. Mas não deixaria de votar num político que admiro porque ele bateu na mulher. Eu pensaria melhor, mas deixar de votar só por isso acho simplório. Não tenho nada com isso, a mulher é dele”.
A turma gay que ocupava o trio de Claudia Leitte foi ao delírio quando reconheceu Marcus Majella no camarote, o Ferdinando do sucesso Vai que Cola, de Paulo Gustavo. Para ele, o Brasil deu uma “retrocedida” de uns tempos para cá e está mais conservador. “Mas daqui a pouco avança de novo”.
Passava de 2h da manhã e a boate do camarote ainda estava lotado, com nomes como o stilyst Felipe Veloso, a modelo Lea T e o empresário Pedro Tourinho. A pista ferveu com o hit do carnaval, Metralhadora. Gil, no entanto, dizia pouco antes que essa música ele ainda não ouviu. “Assim como no ano do Lepo lepo eu cheguei sem saber, essa provavelmente também vou conhecer aqui”. / PEDRO HENRIQUE FRANÇA

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