Fio por fio

Sonia Racy

14 de dezembro de 2011 | 23h01

Martha Medeiros comemora. Fechou contrato para vender na tradicional Bergdorf Goodman, em Nova York, E dobrou sua loja nos Jardins. A estilista, que trabalha com rendeiras em Alagoas, conversou, anteontem, com a coluna.

Como foi o convite para entrar nos EUA? Está preparada para ver seus vestidos nos tapetes vermelhos?

É um sonho, né? Quando a Bergdorf Goodman quis conhecer meu trabalho, fiquei muito feliz. Montei direitinho minha apresentação. Até ensaiei. Eles amaram.

Acha que a renda brasileira está sendo mais valorizada?

Principalmente entre as clientes mais viajadas. Sabem o valor de um trabalho feito a mão. A renda demora cerca de um ano para ficar pronta, e um vestido envolve o trabalho de trinta rendeiras. Acredito que, cada vez mais, as pessoas não procuram só o produto, compram expertise. E minha roupa reflete esse tempo.

Suas peças são caras, consideradas de luxo. De que maneira isso retorna para as rendeiras?

Volta totalmente. Triplicamos o valor pago às rendeiras. Começamos trabalhando com 80 e hoje temos 300 mulheres. Sabem o que produzem, e vender é uma oportunidade de futuro para elas.

Renda não sai de moda?

Nunca. Porque representa feminilidade e sofisticação. A renda nasceu para cobrir princesas.

Por que a decisão de crescer a loja? Houve aumento na procura por vestidos?

Vim de Maceió, fui bem recebida em SP. Minhas clientes me cobravam um mix maior de produtos, como sandálias de renda, blusas… Aumentei nosso espaço para oferecer essa nova gama.

/MARILIA NEUSTEIN

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