Araújo viaja hoje a Bruxelas para debater acordo UE-Mercosul

Sonia Racy

25 de junho de 2019 | 00h12

SEDE DA UNIÃO EUROPEIA EM BRUXELAS. FOTO: UE

Fechar acordo…

As reuniões técnicas entre Mercosul e União Europeia, que estão desde semana passada à beira de um acordo final, foram retomadas ontem e aprofundam-se até amanhã, em Bruxelas. Onde deve desembarcar hoje ou amanhã cedo, segundo fontes do Itamaraty,  o chanceler brasileiro Ernesto Araújo, para os acertos políticos que se seguirão, na quinta e na sexta-feiras.

Desses arranjos finais — se o martelo estiver de fato para ser batido, é claro — participam a cúpula da UE, Araújo e os três chanceleres vizinhos de Argentina, Uruguai e Paraguai.

…ou fechar acordo

Mas se as últimas e pequenas diferenças não forem superadas até sexta, a impressão geral é de que haverá uma “parada técnica” e o assunto será jogado mais para a frente. “E, nesse caso, acho que o Brasil tem de procurar alternativas próprias”, pondera o embaixador Rubens Barbosa. “Por exemplo, as nações asiáticas”. O País não pode, diz o diplomata, “continuar tão isolado do resto do mundo”.

Os números lhe dão razão. Enquanto o Chile, por exemplo, fechou mais de 20 acordos comerciais com países do mundo inteiro, o Brasil, pendurado no Mercosul, fechou em vinte anos… apenas quatro, todos no Oriente Médio.

Bônus sui generis

Para evitar uma debandada geral na empresa após a decretação da recuperação judicial, a Atvos – braço sucroalcooleiro da Odebrecht – montou plano de retenção de seus executivos.

A proposta – apesar de este tipo de ação não ser tão incomum assim – é um tanto sui generis para uma empresa em recuperação judicial: o executivo que se comprometer a ficar mais três anos na Atvos terá direito a um bônus significativo, independentemente da performance.

Bônus 2

A tendência, ao que se apurou, é de muitos aceitarem.

Não ao muro

Apenas 28% dos brasileiros concordam, segundo pesquisa mundial da Ipsos, com o fechamento das fronteiras aos refugiados. Hoje, Dia Mundial do Imigrante, o País é o segundo nessa lista, superado pelo Japão, onde a turma favorável a evitar a entrada de migrantes não passa de 27%.

Na outra ponta, quem mais apoia levantar muros é a Índia, com 64%, seguida da Turquia, com 59%. A pesquisa foi realizada online, com 18 mil entrevistados de 26 países.

Recalculando

Em acréscimo à nota publicada pela coluna no domingo, a Secretaria de Habitação paulista avisa que já está reformulando o Programa Vila Dignidade. O foco, agora, é reduzir a área útil dos condomínios para idosos — 18 deles já foram erguidos no Estado — e ampliar as áreas comuns, facilitando o convívio entre os beneficiários.

Oito projetos vêm sendo adequados à nova proposta para, em seguida, serem licitados.

Reação

Feministas estão se mobilizando contra os ataques à jogadora francesa Wendie Renard – que sofreu ofensas racistas após a vitória da França contra o Brasil, anteontem, por causa de seu cabelo. A filósofa Djamila Ribeiro, por exemplo, perguntou: “Quantas de nós já fomos Wendie Renard?”.

Tipo exportação

Marjorie Estiano confirmou participação na 2ª Mostra de Cinema do Brasil que começa hoje em Lisboa. O evento é parceria entre a Linhas Produções Culturais e a Embaixada do Brasil.

A atriz assiste, no dia 29, ao filme As Boas Maneiras – do qual é protagonista.

Oi, canguru

Está tudo encaminhado para a criação de um voo direto Melbourne-SP. O embaixador da Austrália recebeu na semana passada Gilson Machado Neto, da Embratur, para falar do assunto.

O projeto se torna viável com a isenção de visto para a vinda de australianos, concedida pelo Brasil no mês passado. A linha deve estar ativa já em 2020.

 

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