Falar ou calar

Sonia Racy

05 Julho 2015 | 01h08

Carlos Velloso, que já presidiu o STF, não vê nada demais na grande quantidade de delações – 18 ou 20 – anunciadas na Lava Jato. “Primeiro, a delação é uma peça da defesa”, diz ele.

E o número faz sentido pelo tamanho do escândalo, avisa o jurista, para quem os atuais delatores “são gente poderosa”, cujos advogados denunciariam qualquer pressão externa para que falassem.

Falar 2

Velloso vai às origens. A delação está na lei desde 1992 e o texto se inspira inteiramente na chamada “plea bargain” americana. “Como bem diz o nome, é uma barganha.”