Fala, Fabuloso!

Fala, Fabuloso!

Sonia Racy

09 de junho de 2012 | 01h00

Apesar de fora do clássico de amanhã contra o Santos (por causa de um cartão amarelo que lhe rendeu até multa), Luís Fabiano está voltando à velha forma – após meses lutando contra contusões. Ao lado da mulher, Juliana (que está grávida de cinco meses), e das filhas, Giovana (8 anos) e Gabriela (5), o atacante tricolor recebeu a coluna em sua casa.

Sente saudade da Europa?

Quem sente falta mesmo são as minhas filhas.

São muito ligadas ao país?

Elas têm dupla cidadania. E até pouco tempo ainda torciam pelo Sevilha (risos). Mas hoje já sabem cantar o hino do São Paulo.

Elas vão ao Morumbi?

Sempre.

O que faz no tempo livre?

Geralmente, saio para jantar com a família. Cinema é complicado, porque o assédio é muito grande.

É bom garfo?

Só não curto jiló. Também gosto muito de vinho, aprendi a apreciar. Joguei na França, em Portugal e na Espanha, né? (risos).

Depois da cirurgia e das contusões, o que você espera daqui pra frente?

Títulos. Vim pensando nisso. Temos a Copa do Brasil, que é a chance de voltar rapidamente à Libertadores. Quero ganhar muita coisa, incluindo o Mundial.

Acha que dá tempo de voltar à seleção?

Tenho vigor físico, sim. Vou estar com 33 anos, sou um cara regrado, não engordo (risos). Mas até lá é imprevisível.

Aos 31, já pensou em parar? Em se aposentar?

Já pensei, sim. Estou convivendo com um monte de jogadores de 18 anos…

Estão te chamando de tio?

(risos) Ainda não. Acho que consigo jogar em alto nível por mais uns cinco anos. Queria fazer uma última temporada na Ponte Preta – que era o time do coração do meu avô. Uma despedida, talvez. Até para agradecer tudo que o clube fez por mim. Mas, depois de parar, ficarei ligado ao São Paulo. É o desejo do clube… e o meu também.

Quem é o melhor do mundo hoje?

Messi, com certeza.

Tem medo dele na Copa?

Não (risos). Sério, nunca perdi para o Messi jogando pela seleção.

Neymar tem mesmo de ir para a Europa?

Olha, para mim foi muito bom. Como jogador e como pessoa. Cresci muito. Na Europa, você amadurece rápido, aprende a tomar decisões. Não defendo que tenha ou não de ir… Mas, na Europa, você é reconhecido de outra maneira, né?
/DANIEL JAPIASSU

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