Explicações de Moro dividem juristas

Sonia Racy

10 Maio 2017 | 00h50

Dúvida cruel: a atitude de Sérgio Moro de telefonar a Jair Bolsonaro para esclarecer o que fez quando se cruzaram em um aeroporto – ele teria se mostrado indiferente aos cumprimentos e elogios do deputado – foi a melhor? Solicitado a comentar o episódio, que repercutiu nas redes, o jurista Célio Borja, que foi ministro da Justiça e presidente do STF, disse que admira a atuação de Moro na Lava Jato mas fincou pé: “Acho perigoso um juiz dar explicações.”

“Juiz só deve falar nos autos”, diz Borja. “Foi o que fiz, quando estive no STF”.

Explicações 2 

Já Oscar Vilhena, diretor da Direito GV, em SP, pensa de outra forma: “Moro é respeitoso, recatado. Não me parece que esteja avançando o sinal.” É preciso levar em conta, diz ele, que o magistrado “conduz o mais importante processo da história do País”.

Para Vilhena, o juiz da Lava Jato não tem culpa de ser tão solicitado: “É um popstar, mas cumpre adequadamente os rituais de seu cargo”.

Muito foco no trabalho,
a ‘receita’ de Maria Silvia

Sem dar muita atenção a certo movimento político para tentar tirá-la da presidência do BNDES, Maria Silvia Bastos Marques acelera seu ritmo de trabalho, que chega a quase 15 horas por dia.

No último sábado, dia de “folga”, a executiva sentou-se depois do almoço ao computador, em sua casa, para responder e-mails… e só levantou às 23 horas. No domingo, “descansou” disparando mensagens para diretores do banco.

Banco chinês dá recado ao governo
sobre recuperação da OI

O cerco se aperta. Agora, foi a vez de o China Development Bank se irritar com a situação da Oi. Segundo se apurou, o banco de fomento chinês teria indicado ao governo Temer que pode suspender empréstimos a projetos brasileiros enquanto o imbróglio da empresa não for resolvido.

Credores da Oi, os chineses estão preocupados com sua recuperação judicial e temem que os acionistas tenham benefícios não previstos na lei, em detrimento dos credores.

Governo vai reestruturar
área de comunicação digital

Entre os anúncios a serem feitos sexta-feira por Temer – em seu balanço de um ano do governo – está a reestruturação da comunicação digital do Planalto.

Interlocutores do presidente têm reclamado constantemente da atuação da área.
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