Experiências com plasma contra covid-19 são bem sucedidas

Sonia Racy

09 de julho de 2020 | 00h50

Além do Instituto Estadual do Cérebro no Rio (que testou com sucesso a transfusão de plasma com anticorpos de covid-19 por meio de parceria com a Hemorio e a UFRJ), experiência simultânea foi feita em São Paulo pelos hospitais Sírio-Libanês e Einstein. Todas com o mesmo tipo de pacientes: os semi-graves e graves.

Segundo o infectologista Luiz Vicente Rizzo, do Einstein, essa primeira fase paulistana testou a segurança do uso. “Nenhum dos 70 pacientes, à beira de intubação, que tomaram o plasma quando indicado, precisou ser entubado”. E sobreviveram.

A partir deste ponto, Esper Kallás, do Sírio e infectologista da USP, capitaneou o desenho de uma segunda fase, em curso há três semanas, “incluindo o HC de São Paulo, o HC de Ribeirão Preto, Unicamp e outra dezena de hospitais”, enumera Rizzo.

Vão acompanhar grupos diferentes de pacientes para ter certeza de que esse número de sobreviventes “não é uma aberração estatística, fruto de experiências no Einstein e Sírio, que são dois hospitais onde para morrer você precisa pedir permissão”, destaca o médico.

O carioca IEC, dirigido por Paulo Niemeyer, aplicou plasma em 113 pacientes que chegaram ao hospital ainda respirando sem aparelhos, e todos se salvaram. “Ainda que esse número não tenha significância estatística, recomendamos o método”, aponta o neurocirurgião.

Um porém: usado durante a gripe espanhola, o processo do plasma é caro, segundo Rizzo. “Pegar o soro de alguém e injetar em outra pessoa inclui enorme rol de etapas. E nesse caminho, a primeira coisa é ter certeza de não causar dano ao paciente”.

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Lenda legenda

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