Exame do exame

Sonia Racy

24 de novembro de 2011 | 23h08

O caso de Gil Rugai pode ter uma reviravolta e ainda adiar seu julgamento, marcado para o dia 12. Advogados do jovem acusado de matar pai e madrasta, em 2004, questionam na Justiça possível “crime de falsa perícia” do Instituto de Criminalística.

A defesa afirma que o confronto entre o sangue de Gil com o encontrado no local do crime pode “nunca ter sido feito”. Mesmo o IC tendo emitido laudo – incluído nos autos – afirmando sua realização e também o resultado.

Exame 2

Marcelo Feller, advogado, sustenta que a suspeita de falsidade se baseou nos lacres que vedam as amostras colhidas na cena do assassinato.

“Se o material tivesse sido analisado, seu lacre inicial deveria ter sido rompido e, depois de manipulado, lacrado novamente com outra numeração. Mas o número que vimos semana passada é o mesmo de antes da referida perícia.”

Via juiz, Feller e e seu colega de defesa, Thiago Anastácio, pedem esclarecimentos ao Instituto.

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