Eurasia prevê semanas duras, mas possível semi-normalidade em junho

Sonia Racy

19 de março de 2021 | 00h50

Mais de 100 vacinas estão em fase de desenvolvimento ao redor do mundo Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Illustration

Em relatório de sete páginas para clientes, obtido por essa coluna, a Eurasia diz acreditar na volta de algo como uma semi-normalidade ao País em… junho – depois que toda população maior de 65 anos já tenha tomado as duas doses de vacinas.

Entretanto, a consultoria internacional pondera que as próximas quatro semanas no Brasil serão duras. O que gera dúvidas em relação à reação do governo Bolsonaro com o desgaste. Fragilizado politicamente em consequência da provável piora nesses 30 dias, certamente sofrerá pressão por aumento dos gastos públicos.

…nem à terra

A Eurasia traçou três cenários para o cronograma da vacinação no Brasil. Na melhor das hipóteses, continuam produzindo imunizantes, conforme planejado, o Butantã, Fiocruz, a Covishield da Covax Facility, a Sputnik e Pfizer – alcançando as metas estipuladas pelo Ministério da Saúde.

Na segunda hipótese, menos otimista, o Butantan entrega como previsto; a Fiocruz tem quebra de 25% da sua produção por falta de matéria-prima; somente metade do programado para vacinas Covax chega no País. Pfizer tem contrato assinado mas não entrega antes de maio. Sputnik atrasa por causa de problemas na regulação brasileira.

E na pior das hipóteses, a produção do Butantan cai para 80% do projetado, Fiocruz entrega 50% do imaginado, Pfizer não entrega nenhuma dose neste primeiro semestre e a Sputnik não é aprovada pela Anvisa.

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