EUA não têm ‘blindagem anti-Trump’, diz economista

Sonia Racy

04 Novembro 2016 | 01h49

O mundo está em suspense à espera do resultado das eleições americanas, e o economista brasileiro José Alexandre Scheinkman, radicado na Universidade de Princeton, partilha da preocupação.

“Apesar de as restrições serem fortes, não é verdade que as instituições e a administração americana sejam blindadas de maneira a minimizar ações nocivas de um presidente eleito” disse ele à coluna, ontem, de Nova York.

Blindagem 2

Signatário da carta economists.against.trump – com 370 adesões do mundo econômico, mais  as de oito ganhadores do Nobel da Paz –, publicada esta semana pelo The Wall Street Journal –, Scheinkman não vê alívio no fato de ser menor a probabilidade de Trump vencer.

O que o preocupa, sim, é o potencial do estrago que ele pode ocasionar. “Temos que lembrar, por exemplo, que Obama não precisou consultar o Congresso para os EUA se reaproximarem de Cuba”.

Blindagem 3

Nessa área externa, adverte o economista, Trump poderia causar danos importantes. Com reflexo direto no comércio exterior e, talvez, mexendo de maneira equivocada em alíquotas e impostos.