Estudo aponta que reforço da CoronaVac aumenta mais de 12 vezes os anticorpos de quem tomou as duas doses da vacina

Sonia Racy

19 de novembro de 2021 | 04h44

Mais de 100 vacinas estão em fase de desenvolvimento ao redor do mundo Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Illustration

Um estudo conduzido por um grupo de pesquisadores chilenos, americanos e chineses apontou que a dose de reforço da CoronaVac – do Instituto Butantan e da Sinovac –  aumenta em mais de 12 vezes o nível de anticorpos contra a covid-19 de quem tomou as duas doses do imunizante há pelo menos cinco meses.

Os resultados foram publicados em versão preprint e sem a revisão da comunidade científica na plataforma medRxiv.

“Após a dose de reforço, a capacidade de neutralização dos anticorpos aumentou ainda mais do que a relatada duas semanas após a segunda dose. Observamos que, quatro semanas após a dose de reforço, a capacidade neutralizante aumentou mais de 12 vezes em comparação com a resposta cinco meses após a segunda dose, e aumentou mais de duas vezes em comparação com os níveis registrados duas semanas após a segunda dose”, afirmam os pesquisadores, do Instituto Milênio de Imunologia e Imunoterapia, da Pontifícia Universidade Católica do Chile; do Instituto de Imunologia La Jolla, da Universidade da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos; e da Sinovac.

Os testes foram realizados com 129 voluntários que receberam a primeira dose da CoronaVac de janeiro a março de 2021, e a segunda com um intervalo de 28 dias.  Cinco meses depois, os voluntários tomaram a dose de reforço.

Segundo o estudo, em adultos entre 18 e 59 anos de idade, a capacidade de neutralização dos anticorpos atingiu seu máximo quatro semanas após a dose de reforço, aumentando mais de 18 vezes em comparação com os níveis registrados cinco meses após a segunda dose, e mais de quatro vezes em comparação com os níveis registrados duas semanas após a segunda dose.

 

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