Esquema da segurança vai até o fim da Paralimpíada

Sonia Racy

23 Agosto 2016 | 01h08

O esquema de segurança montado para a Olimpíada será mantido até o fim dos Jogos Paralímpicos, mas com redução de 30% do efetivo – conforme revelou ontem o blog da coluna. A informação é de Alexandre de Moraes, da Justiça, dada à coluna no coquetel que o Itamaraty ofereceu às autoridades no domingo, antes da festa de encerramento dos Jogos Olímpicos, no Maracanã.

Também presente à comemoração, o general Sergio Etchegoyen, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, ponderou que, para as Forças Armadas, não haverá diminuição de pessoal. Segue tudo igual, em especial na estrutura montada para a inteligência.

Moraes, Etchegoyen e o ministro Raul Jungmann foram os responsáveis pela segurança dos Jogos. Junto com o secretário de Segurança do Rio, José Maria Beltrame.

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No entanto, como a Paralimpíada só começa dia 7 de setembro, há um problema operacional: o que fazer com todo esse efetivo já instalado no Rio, na semana de intervalo entre os dois eventos.

A solução, tudo indica, veio ontem, pelas mãos de Gilmar Mendes. O presidente do TSE está requisitando a manutenção das tropas federais até as eleições.

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A percepção geral, no coquetel, foi que o esquema montado “deu certíssimo”. Solicitado a dar à segurança uma nota entre zero e 10,  o prefeito Eduardo Paes não pestanejou: “Dou nota 10. Tudo funcionou muito bem”.

Moraes foi no mesmo tom. “Foi a primeira Olimpíada, desde Munique em 1972, em que não houve nenhum registro de incidente grave.”