Esqueceram de mim

Sonia Racy

04 de fevereiro de 2011 | 23h08

Muitos falam sobre a “ajuda” do Fundo Garantidor de Crédito dada ao Grupo Silvio Santos. Pouquíssimos se lembram que a Caixa Econômica Federal, sócia do Banco Panamericano, também escapou, ilesa, da confusão gerada pelo rombo de R$ 3, 8 bilhões.

Tudo bem que não foi a administração da Caixa a cavar o buraco. E é verdade que Silvio Santos, sabendo ou não que sairia ileso mais à frente, assumiu publicamente o prejuízo evitando prejuízos à CEF.

Mas segundo respeitado jurista, a Caixa seria, sim, corresponsável financeiramente pela falcatrua a partir do momento em que assinou a compra do banco em 2008.

Claro que não deve ter sido este o motivo da insistência, domingo, de Alexandre Tombini, do Banco Central. Em conference call com membros do FGC durante a tarde, deu sinais de urgência para que o negócio fosse aprovado. Uma força extra para que a abertura dos mercados na segunda-feira se desse calmamente.

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