Especialista afirma que feminicídio tem características específicas

Sonia Racy

12 de março de 2019 | 00h41

Bruno Paes Manso, do Núcleo de Estudos de Violência da USP, deu ontem à coluna seu parecer sobre a polêmica gerada por Pietra Bertolazzi, funcionária do Fundo Social SP, autora de postagens antifeministas que questionam o total de feminicídios no País – conforme antecipou ontem o blog do Direto da Fonte.

Segundo Bertolazzi, o Mapa da Violência mostra que morrem no País mais homens que mulheres, vítimas de homicídios. “Vejo apenas pessoas em defesa das mulheres. E aí? Quem vai defender esses homens?”, pergunta.

Paes Manso lembra que o total de homicídios de homens é maior que o de mulheres no mundo inteiro… mas que o feminicídio tem características específicas e graves consequências sociais. Quais? A violência ser ligada ao gênero, ter uma alto caráter de covardia e o crime transcender à mulher, traumatizando uma família inteira por mais de uma geração. “O feminicídio é parte de uma cultura misógina e machista que hoje as mulheres têm conseguido trazer para o debate”, afirma.

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