Escolha de Skaf como representante de manifesto da Febrabran não teria sido ‘apropriada’

Sonia Racy

31 de agosto de 2021 | 00h40

Paulo Skaf. Foto: GABRIELA BILO / ESTADÃO

A reação de Pedro Guimarães ao manifesto elaborado pela Febraban – e encampado pelo político Paulo Skaf, da Fiesp, como seu – pegou de surpresa o mercado financeiro como um todo, conforme adiantado pela coluna no Broadcast, ontem. O presidente da Caixa resolveu se retirar da federação, levando com ele o BB – um banco público listado na B3.  

Guimarães alega que a manifestação é política e que, portanto, não deve ser assinada por dois bancos cujo controle acionário é da União – mesmo que o manifesto não ataque Bolsonaro ou bata de frente com qualquer um dos três poderes. O documento, que seria tornado público amanhã, é considerado por gregos, troianos e marcianos como “neutro” e a favor da pacificação.  

Entretanto, pelo que se apurou, a estratégia inicial se transformou no meio do caminho. E se tornou uma “lambança”, na ótica de dois integrantes do mercado.  Por quê? Acredita-se que a escolha de Skaf, como meio de divulgação de algo originado na Febraban, não foi “apropriada”. O documento seria equilibrado suficiente para a federação assumir o ônus de se manifestar a favor do Brasil e da harmonia entre os poderes.

Vale registrar que nem da Firjan, Skaf conseguiu apoio. A entidade, conforme antecipado também no Broadcast, avisou a Fiesp que não iria assinar o documento.

Presidente

Cadê o futuro presidente da Fiesp, Josué Gomes da Silva?

Voltando 

 A peça Homens no Divã foi a escolhida por Darson Ribeiro para marcar a retomada oficial do Teatro-D. Marília Gabriela empresta a sua voz para a encenação, que fala, comicamente, sobre psicanálise. 

 A confirmar 

 Circula informação de que Mário Frias vai exonerar o secretário Nacional de Desenvolvimento Cultural, Maurício Waissman. A saída seria apoiada por André Porciúncula. 

 O rock vem aí 

 Uma pesquisa realizada pelo Instituto GFK para o Rock in Rio, no último mês, mostrou que do total de pessoas ouvidas, 66% afirmaram que, após a pandemia, anseiam por participar de eventos de música.  

 Na disputa entre futebol e música, 1/3 dos entrevistados prefere a música aos campos. Os brasileiros também estão otimistas: 43% da população afirma pretender participar de grandes shows e festivais nos próximos dois anos.

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