Escolha de Renan Calheiros intensifica munição da CPI da pandemia, diz Murilo Aragão

Direto da Fonte

29 de abril de 2021 | 00h45

MURILO ARAGÃO. FOTO: HÉLVIO ROMERO/ESTADÃO

Renan Calheiros, relator da CPI da Pandemia, começou seus trabalhos na segunda-feira com um discurso para lá de incisivo. “Nossa cruzada será contra a agenda da morte”, bradou, chegando a citar Milosevic e Pinochet, como exemplos de crimes contra a humanidade que não prescrevem.  

A coluna conversou com Murilo Aragão, para saber os possíveis impactos políticos e econômicos  dessa comissão parlamentar. Segundo o consultor, ela chega com indefinições sobre a disponibilidade para vacinar parte substancial da população. É fato, ainda, que a escolha de  Calheiros intensifica a munição. “Primeiro, porque Renan é um senador articulado e experiente. Segundo, por ele ter uma postura no mínimo de independência, mesmo com seu partido fazendo parte do governo”. 

 A situação foi agravada pela insistência dos bolsonaristas em tentar remover Renan da relatoria. Soma-se a isso, a composição desfavorável da comissão.” Vai depender dos próximos desdobramentos”, diz o consultor, acreditando que o  que já está dado, é sério o suficiente para justificar uma CPI.  

 A comissão terá repercussões na sucessão presidencial. Em um cenário positivo, em que a vacinação prossiga com maior intensidade e a economia melhore, o governo pode ser beneficiado, segundo Aragão. Há possibilidade de um pedido de impeachment andar? “Na atual situação, é evidente que o tema fica rondando a cena política. Eu não descarto a possibilidade, mas hoje é difícil acreditar que ele seja aprovado”.

Difícil, a vida

Uma escola privada em Miami avisou os professores e funcionários que quem se vacinar terá que ficar afastado dos alunos.

O dono é… antivacina.

Difícil, a vida 2

Anthony Fillipo, prefeito de North Miami Beach, comunicou aos consulados do Peru, Colômbia e Honduras, que vai aplicar vacinas Pfizer de graça nos turistas dessas nacionalidades. Mediante apresentação dos respectivos passaportes.

Violência

A Human Rights Watch mobiliza sua rede para a remoção imediata dos garimpeiros que invadiram a terra indígena Munduruku na floresta amazônica, no Pará. Segundo a organização, o MPF alertou sobre o risco de conflito e instou a mobilização da PF para remover os invasores.

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