MAM Rio importa nova ajuda de SP: Erika Palomino

MAM Rio importa nova ajuda de SP: Erika Palomino

Marcela Paes

30 de abril de 2021 | 00h40

Erika Palomino. Foto: Silvana Garzaro/Estadão

Desde 1985 em terras paulistanas, a carioca Erika Palomino voltará a morar no Rio por causa mais que nobre: assume a gerência de comunicação do MAM Rio, a convite de Fábio Szwarcwald, diretor-geral da instituição. “É um projeto de atuação muito transversal que o museu está implementando, de modo que relações institucionais, comunicação e direção artística estão muito próximas”, diz Erika, que trabalhará em conjunto com os curadores Keyna Eleison e Pablo Lafuente. Na bagagem, leva a experiência de dois anos e meio no Centro Cultural São Paulo, onde foi diretora.

Leia abaixo a entrevista.

Você vai atuar em que área no MAM-Rio?

Vou atuar à frente da gerência da comunicação, que está ligada diretamente à direção artística. É um projeto de atuação muito transversal que o museu está implementando, de modo que relações institucionais, comunicação, direção artística estão muito próximos. É um novo modelo que o Fábio Szwarcwald está fazendo e que estava me interessando muito, já era algo que eu vinha acompanhando. Poder fazer parte desse time é algo muito enriquecedor, além de estar junto da direção artística, ocupada pela Keyna Eleison e Pablo Lafuente, que são os dois curadores.

Os museus estão se reinventando, pensando em novas maneiras de criar conteúdo. Você já tem isso em mente?

Desde a entrada do Fábio, em janeiro de 2020, já existia essa ideia de dar uma nova cara e uma nova missão pro museu dentro do cenário do Rio, do Brasil e do mundo. Ele entrou com essa vontade transformadora e desde então vem compondo uma nova equipe. É um projeto maior, de reposicionamento, especialmente neste momento em que todos os museus passaram a repensar a sua própria vocação e a sua forma de atuação. Quando eles entraram o MAM tinha três apoiadores, e agora estão com 23.

Tem algum receio de assumir agora, neste momento de crise?

Não é algo que me intimide, ao contrário, me sinto num lugar seguro e protegido. E além disso, a importância que a comunicação, que é a minha área, adquiriu nesses tempos pandêmicos, me empolga ainda mais. Depois da pandemia instalada, tivemos que entender de que forma podíamos nos comunicar com o público, sem perder o contato, ainda que de forma remota e digital. Foi um grande desafio, principalmente no caso do CCSP, que fala muito com a ocupação presencial. A forma de se comunicar internamente e externamente com as pessoas e com a cidade é que vai mostrar a relevância e a pertinência dos museus nos dias de hoje.

Além da comunicação com o público, o que você leva da experiência do CCSP para o MAM?

Esse grande exercício da diversidade real, de diferentes linguagens artísticas. Também citaria a gestão de equipe. No CCSP, são quase 200 funcionários e funcionárias. Lidar com a complexidade de operações num lugar tão grande e peculiar como o Centro Cultural São Paulo realmente me faz muito segura ao entrar no MAM, que também é uma instituição gigantesca. É quase como se eu tivesse feito uma pós-graduação no período no CCSP. /MARCELA PAES.

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