Entre votos e quadros

Sonia Racy

30 de agosto de 2012 | 01h00

José Serra, centro de jantar oferecido por José Victor Oliva e sua mulher, Tatiana (na foto), anteontem, contou à coluna que a animada entrada de Marta Suplicy na campanha de Haddad era esperada. “Estava precificado, ela e o Lula…”.

Em momento “relax” com empresários e políticos, distribuiu abraços e beijos antes de iniciar discurso, ao lado de Alckmin, Alberto Goldman e Andrea Matarazzo, em que ressaltou as virtudes do PSDB. “Tucano não sabe enganar, nem sequer é convincente para mentir”, disse. E repetiu, pela enésima vez, que “não está entrando (na Prefeitura) para sair”. Também afirmou não ter “preconceito para montar parceria com o governo federal”.

Durante o jantar, o tema Celso Russomanno entrou em pauta. Julio Semeghini, presidente municipal do PSDB, ponderou que o PT erra ao subestimar a força dele e difundir a tese de que o segundo turno está garantido. “Voto difícil de roubar”, afirmou, lembrando o forte lastro evangélico do candidato do PRB.

Enquanto isso, discutia-se nas rodinhas se o Picasso, na parede da sala, era verdadeiro. Serra sussurrou: “Eu acho que é. O Zé Victor não penduraria um falso”. E escalou Marcelo Araujo para dar o veredito. “Aquele ali, de Antonio Bandeira, tenho certeza de que é”, ponderou o secretário de Cultura. Questionado, Zé Victor (que tem, ainda, um Chagall e um Guignard) colocou ponto final na questão: “Vocês acham mesmo que eu ia ter um Picasso falso?”.

Já Alexandre Schneider preferiu não arriscar palpite. Queria mesmo era mostrar para Serra um vídeo, em seu celular, do filho dançando e cantando o jingle da campanha do candidato tucano – ‘eu quero tchu, eu quero tchá’.

Bruno Covas, por sua vez, contou os planos para 2014. Secretário de Meio Ambiente do estado e deputado estadual licenciado, vai disputar vaga na Câmara Federal.

Em tempo: antes do jantar, Oliva avisou os garçons: “Não quero ver ninguém dizendo que não vai votar no Serra…”./PAULA BONELLI