Entre armas e beijos

Sonia Racy

31 de agosto de 2016 | 00h29

A amizade entre os então estudantes José Aníbal e Dilma Rousseff, nos anos 60, terminou por causa de uma teoria.
Os dois militaram juntos na então chamada Política Operária (Polop) e eram muitos ligados, até que a “teoria do foco insurrecional” – ou foquismo, defendida por Che Guevara, fez com que eles se distanciassem.
O hoje tucano acreditava então, ao contrário de Dilma, que a teoria não teria sucesso.

Armas e beijos 2

Aníbal contou à coluna que, em 2011, tentava conversar com Dilma, dar dicas de como ela poderia dialogar com os parlamentares e de como isso era importante.

“Eu dizia pra ela: ‘Isso não é uma guerra, Dilma’. Eu quebrava o pau com ela. A Dilma nunca foi externa, desde aquela época do Polop ela só operava internamente. Sempre foi uma pessoa teimosa e nunca me ouviu”.

No auge da crise, em 2013 e 2015, parlamentares petistas pediram ao tucano que conversasse com a presidente. “Mas não fui, não ia adiantar. Ela nunca me ouviu.”

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