Encontros e desencontros

Sonia Racy

12 Fevereiro 2013 | 01h00

Naldo, um dos fenômenos do carnaval, estava desconsolado, anteontem, no camarim da Brahma, antes de tocar para os convidados do camarote. Acabava de voltar de um périplo em busca de Will Smith pela Marquês de Sapucaí, no Rio.

O funkeiro afirmou à coluna que o ator hollywoodiano estava à sua procura e o esperou por cinco horas, junto com Kanye West, em um estúdio no Rio. “Estava em BH quando me mostraram um vídeo dos dois ouvindo Amor e Chocolate e me aguardando, mas perdi o contato. Acabou a bateria do meu iPhone”, afirmou.

Só que o músico não desistiu: queria ver o ator antes de viajar para os EUA – onde, revelou, terá conversas com os rappers Snoop Dogg e Chris Brown. A busca por Smith o fez ir ao camarote da Devassa, concorrente da marca que o contratou. Mais um desencontro. Os dois só se conheceram ontem – com direito a foto no Instagram.

Rodrigo Santoro, xodó brasileiro de Megan Fox, deu um sorriso envergonhado ao saber que a atriz o chamara de “cute”, à tarde, durante a coletiva de imprensa. Solícito, explicou à americana o significado das escolas de samba. Santoro foi tietado até por Paulinho da Força. O deputado sacou o celular para fotografar o ator.

Já Paulo Betti se lembrava do jantar em que José de Abreu foi pedir conselhos a Zé Dirceu sobre sua filiação ao PT. E não concorda com a possível candidatura do colega a deputado federal, em 2014. “Imagina se ele se candidata e tem poucos votos?”, questiona. O próprio Betti responde: “É muito melhor ser ator. Temos infinitas possibilidades e personagens”.

Dirceu, afirma, “ainda fará história”. Depois, se corrigiu: “Quer dizer, já está fazendo, né?”. Ele diz, aliás, que essa “história impressionante” daria “um ótimo filme”. Se aceitaria fazer o papel do ex-ministro no cinema? “Não, não… tem de ser alguém mais jovem.”

Prestes a se mudar para Londres, Ronaldo disse ser possível que a Petrobrás compre o naming rights do Itaquerão. Afirmou, entretanto, que as conversas também estão passando pela Globo – que “está acompanhando as negociações” com as empresas dispostas a ficar com o nome do estádio.

E Paulo André mostrou seu lado impaciente. O zagueiro do Corinthians – que pilotou, há uma semana, leilão beneficente para obras de caridade – se recusou a posar para fotos com fãs que não tinham ingresso. Um idoso, separado pelas grades da Sapucaí (e por seguranças), chamou: “Ei, Paulo”. Mas o jogador nem se moveu. Enquanto isso, um amigo comentou: “Imagina na Copa, hein?”. /MARILIA NEUSTEIN E THAIS ARBEX