Encontro Jurídico

Encontro Jurídico

Sonia Racy

12 de dezembro de 2015 | 02h00

Foto: Giancarlo Giannelli

Foto: Giancarlo Giannelli

Michel Temer chegou atrasado para a conferência que ministrou na abertura da escola do Instituto de Direito Público em São Paulo – frustrando expectativa de convidados que o esperavam na sala VIP, da Fecap, na manhã de ontem.

Mesmo assim, conversou por 40 minutos com Gilmar Mendes, em sala reservada, antes de entrar no auditório lotado – 600 pessoas, entre nomes do direito, da política e do empresariado. No meio da conversa, juntou-se a eles Alexandre de Moraes – secretário da Segurança de Alckmin. Os três permaneceram numa espécie de camarim, trocaram ideias entre quatro paredes.

Ao ser perguntado pela coluna sobre possível antecipação da convenção nacional do PMDB – que pode também acelerar decisão sobre rompimento do partido com o governo –, Temer saiu pela tangente: “Hoje só falo sobre Constituição”.

Sua aula, porém, foi cheia de recados. Evitou citar Dilma ou pronunciar a palavra “impeachment”, mas falou sobre a transitoriedade de se estar no poder e da importância dos três poderes manterem-se em harmonia para a estabilidade do País. Seu discurso foi entendido, pela plateia, como uma “discreta campanha presidencial”. Defendeu ainda maior participação dos parlamentares no orçamento da União e autonomia dos Estados.

Habilidoso, o vice-presidente arrancou risos, ao final, com uma previsão ao estilo… Temer: “Daqui três anos eu posso vir aqui para ser professor”.

Gilmar terminou o evento anunciando convênio com o IDDD, que pretende incentivar participação na advocacia voluntária. Simultaneamente, a plateia se levantava na esperança de conseguir cumprimentar o peemedebista. Sem sucesso. /MARINA GAMA CUBAS

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