Encontro continental de socialistas em Lima defende Maduro

Sonia Racy

05 de maio de 2019 | 21h24

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ALESSANDRO MOLON

ALESSANDRO MOLON. FOTO: NILTON FUKUDA/ESTADÃO

Os partidos socialistas de 11 países latino-americanos, entre eles o PSB, divulgaram neste início de noite do domingo, 5, a “Declaração de Lima” em que defendem o governo da Venezuela  e criticam o Grupo de Lima — que, segundo eles, se transformou “na prática num braço internacional da ingerência dirigida por Donald Trump contra a soberania e autodeterminação” venezuelanas. Em seu documento “exigem” que o Grupo de Lima cesse as ações violentas “que buscam subverter a democracia e a institucionalidade” na Venezuela.

A declaração encerra o encontro de dois dias da Coordenação Socialista Latinoamericana, CSL, na capital peruana. No ato final, os 30 delegados do evento escolheram o deputado brasileiro Alessandro Molon, do PSB-RJ, para coordenar a entidade pelos próximos três anos. Ele sucede no comando a outro integrante do partido, Beto Albuquerque.

Lula para o Nobel

Em documento específico, o encontro divulga mensagem especial que recebeu do PT a respeito da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, citando frases da presidente do partido, Gleise Hoffmann, em sua defesa. Também anuncia que em fevereiro Lula foi confirmado candidato ao Prêmio Nobel da Paz com apoio de alguns dos premiados e mais de 600 mil assinaturas favoráveis à sua postulação. Entre seus méritos, menciona o fato de o ex-presidente “ter tirado 30 milhões de brasileiros da pobreza” e ter reduzido a taxa de desemprego “em cerca de 50%”.

 

 

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