Emociones

Sonia Racy

16 de setembro de 2011 | 23h01

Eterno latin lover, Julio Iglesias está de volta ao Brasil. Fará shows em sete capitais, sendo em São Paulo nos dias 8 e 9 de outubro, pela Geo Eventos. Às vésperas dos 68 anos, e ostentando o recorde de 300 milhões de discos vendidos em mais de quatro décadas de carreira, vem apresentar novo álbum, “1”. Ele é quem faz a primeira pergunta à jovem repórter: “O que você quer saber de mim que sua mãe ainda não lhe contou?”

O senhor é o cantor latino mais romântico que existe.

As pessoas pensam que inventei o amor, mas não é nada disso. Ele nasceu há muito tempo…

Mas o senhor ainda compõe inspirado pelo romantismo.

Dos 22 aos 45 anos, fiz músicas para encontrar palavras de amor. Depois, percebi que havia compositores que falavam melhor sobre o assunto do que eu (risos). Cantava mal minhas canções, mas escrevia bem. Agora, escrevo mal, mas canto melhor.

Qual sua expectativa para os shows no Brasil?

Estou muito feliz. É um país de que gosto naturalmente.

O que acha de ser comparado ao rei do romantismo brasileiro, Roberto Carlos?

Ele é o rei, eu sou um súdito.

Mas o senhor é o rei do romantismo no mundo…

Só sou rei na minha casa, porque adoro minha família.

Dá para ser romântico sem ser cafona?

Mi amor, o romantismo nasceu para nunca morrer. Mas a juventude escuta minha música de forma diferente. Só que eu também sou jovem (risos). Tenho um filho de 4 anos e estou pensando em fazer outro.

O que mais vem por aí?

Um mês depois da turnê, lanço, no mundo inteiro, um disco com 34 canções que voltei a gravar e mais um álbum de duetos. Sou cheio de gratidão pelas pessoas que, depois de tanto tempo, não se esquecem de mim.

O senhor nunca será esquecido. É um supercantor…

Eu não sou um supercantor…

É, sim. Está sendo humilde…

Supercantor, não… cantor.

Fará algum dueto nos shows?

Vou fazer um tripleto, com meus dois filhos.

Não vai cantar com nenhum artista brasileiro?

Eu gostaria, mas não querem cantar comigo, porque acham que eu canto mal (risos).

/SOFIA PATSCH

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