Em novo cenário, novas estratégias para a SP-Arte

Em novo cenário, novas estratégias para a SP-Arte

Direto da Fonte

09 de março de 2022 | 04h00

Tamara Perlman. Foto: Arquivo pessoal

A convite de Fernanda Feitosa, Tamara Perlman passa agora a integrar a SP-Arte, liderando as relações institucionais e estratégias de expansão e novos negócios. Com um mestrado em Direito Empresarial pela Columbia Law School, em Nova York, ela tem oito anos de experiência acumulada como sócia-fundadora à frente da Parte Feira de Arte Contemporânea. “A pandemia trouxe mudanças relevantes para o universo da arte, principalmente no uso de tecnologias digitais”, adverte Tamara, que tem se dedicado a estudos e consultoria sobre mercado de arte e relação com colecionadores, museus, artistas e empreendedores. “Seu conhecimento do mercado e o apurado olhar empresarial trazem ao Festival uma bagagem singular, com foco em novos negócios e expansão do mercado”, afirma Fernanda. Confira entrevista.

Você vai cuidar da expansão de novos negócios. O que vem de novo por aí?
Estamos em ritmo acelerado. A edição de 2022 é daqui a um mês, no Pavilhão da Bienal, em que vamos lançar uma nova iniciativa, chamada de Radar SP-Arte, com o propósito de descobrir e apresentar ao mercado artistas ainda sem galeria. Também estamos estudando projetos fora de São Paulo e com foco em áreas fronteiriças à arte.

As criptomoedas, ou NFTs já são uma realidade na SP-Arte?
Sim. A SP-Arte as incorporou na edição de 2021. Entendo que essa nova realidade se tornará cada vez mais presente e aceita. De forma mais ampla, a pandemia trouxe mudanças relevantes para o universo da arte, principalmente no uso de tecnologias digitais, maior transparência e cooperação. Queremos nos manter na ponta desses movimentos.

Veio para deixar a feira mais comercial? Como acha possível fazer isso?
A SP-Arte é o maior evento do mercado na América Latina e está à frente de iniciativas que dinamizam a cena da arte desde sua criação, há 18 anos. Com os novos projetos, pretendemos ampliar o público em número e perfil, criando experiências significativas com a arte: de descoberta, criatividade, conexão e crescimento pessoal. O lado comercial certamente estará lá – afinal, trata-se de mercado – mas terá de ser a consequência de uma vivência bem construída. SOFIA PATSCH

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.