Em nome do amor

Em nome do amor

Sonia Racy

15 de março de 2014 | 01h08

Ana Paula Padrão lança novo livro, O Amor Chegou Tarde em Minha Vida (Ed. Paralela), dia 7, na Cultura da Paulista. Por e-mail, a jornalista trocou ideais com a coluna.

Você tem muito interesse pelas questões femininas. Na sua opinião, o que falta para as mulheres avançarem e conquistarem mais posições de poder no Brasil?

Muita gente diz que a mulher não assume mais postos de comando porque não briga por promoção e salário. Até concordo que a mulher tem dificuldade em falar bem de si mesma, imagina que é cabotino. Mas acho uma covardia responsabilizar a mulher por um problema que é histórico. A gestão corporativa é masculina, porque as empresas foram feitas por homens para que homens trabalhassem nelas. Esse conceito precisa mudar.

O que acha da política brasileira? Já tem candidato para as eleições de outubro?

Falta um grande estadista no Brasil. E também entre os candidatos apresentados até o momento. Ninguém me convenceu até agora.
Pretende retornar à TV? Não para o jornalismo diário. Mas considero a possibilidade de participar de outros formatos.

Você tem medo que as leitoras do seu livro acreditem que o trabalho é menos importante do que a vida pessoal?

Ao contrário, acho que ela perceberá que o trabalho sempre foi e continua sendo uma parte fundamental da minha vida. Uma pesquisa feita pelo Instituto Data Popular para a minha empresa, a Tempo de Mulher, mostra que, mesmo que tivessem condições financeiras para isso, mais de 80% das mulheres, no Brasil, não deixariam de trabalhar para ficar em casa com os filhos. O que queremos é ter condições mais adequadas para conciliar tantas agendas e cuidar também de nós mesmas.

Tem arrependimentos?

Nenhum. Construí a vida que desejei, sou uma legítima representante da minha geração. Uma geração de mulheres que fizeram tudo pelo trabalho e que, nos anos 2000, passaram por uma revisão de valores. Trabalho é bom, mas não define o conceito de felicidade. A vida é muito mais do que o trabalho e inclui amar e ser amada. /MARILIA NEUSTEIN

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