Em Miami, Jade Matarazzo intermedia arte brasileira no exterior

Sonia Racy

30 de outubro de 2021 | 06h00

Jade Matarazzo. Foto: arquivo pessoal

Morando nos EUA desde 1992, mais precisamente em Miami, Jade Matarazzo começou quase 20 anos depois um tour de force para levar a arte brasileira para terras estrangeiras. O que era um grupo pequeno de expatriados, marcando encontros para se conhecer e participar de workshops, acabou se transformando no projeto…House of Arts.

Desde então, Paola – seu nome de batismo – vem intermediando exposições de artistas nacionais. “Algo como dez anos atrás, o americano associava arte brasileira a Romero Britto, por exemplo. Mas hoje acredito que há uma percepção maior do que significa nossa arte, sabem que temos artistas de todos os tipos”, explica a brasileira. A cidade da Flórida hoje é um polo cultural. “Nos últimos cinco anos, Wynwood, bairro de artistas, se tornou ponto de referência. Também temos a Art Basel que traz gente do mundo todo pra cá.”

Nomes

Quando se mudou para Miami, a caçula do industrial Giannandrea Matarazzo adotou o nome de Jessica para facilitar seu trabalho no mercado imobiliário. A pronúncia, no seu ver, era mais fácil. Já Jade, segundo a sobrinha neta do mecenas Ciccillo Matarazzo, surgiu paralelamente ao aumento de interesse pela arte. Como? A hoje fotógrafa, curadora e empreendedora cultural batizou seu estúdio de fotografia de Jade Photo Art. “As pessoas achavam que meu nome era Jade e deixei. Hoje, só família e amigos antigos me chamam de Paola”, completa. l MARCELA PAES

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