Em jantar fechado, Mourão manda recado a Olavo de Carvalho

Sonia Racy

28 de março de 2019 | 00h55

HAMILTON MOURÃO

HAMILTON MOURÃO. FOTO: WILTON JÚNIOR/ESTADÃO

Pré-aviso

Hamilton Mourão voltou a advertir seu desafeto Olavo de Carvalho, durante jantar fechado anteontem, na casa de Paulo Skaf, da Fiesp: da próxima vez que o ideólogo disser algo ofensivo contra sua pessoa, “terá que se haver com a Justiça”.

A frase foi ouvida por parte dos convidados – cerca de 30 pessoas, entre elas Pedro Parente, Luiz Trabuco, Henrique Meirelles, Nelson Jobim e Flávio Rocha. Mourão não fez nenhum pronunciamento, poupou-se de comentários políticos mais profundos mas não escondeu dos presentes sua irritação com o “guru” da Virgínia.

Pré-aviso 2

A richa entre os dois começou logo após a posse de Bolsonaro, em janeiro, quando Carvalho “advertiu” Mourão com ironias do tipo “Ninguém votou em você”.

No ataque mais recente, ele refutou os comentários do vice, feitos na semana passada à revista Época, sobre o chanceler Ernesto Araújo. “O general Mourão falar contra um colega de equipe de governo é atitude insana”, tuitou, completando: “Quem não compreende isso não merece cargo no governo”.

Cadê o túnel?

Investidores estrangeiros que conversaram esta semana com Ricardo Lacerda, da BR Partners – que está em giro pela Europa falando de projetos de privatização no Brasil – estão intrigados. “Ninguém consegue entender a postura do presidente da República. Ele está brigando com o Congresso por quê? Ninguém se recusou a avaliar suas propostas.”

Túnel 2

A declaração de Paulo Guedes na CAE, de que não tem apego ao cargo, caiu como uma bomba entre esses investidores. “Guedes é hoje o grande esteio do governo. Do ponto de vista do mercado financeiro, a opção de Bolsonaro hoje é Paulo Guedes e sua equipe com reforma da Previdência ou o caos”, pondera.

Complicou

Decisão de ontem do STF sobre medidas provisórias complica as coisas para o governo no Congresso. Segundo se apurou, a nova posição poderá impedir que o governo reedite MPs em vias de caducar.

Das MPs em tramitação, várias correm o risco de perder o prazo. Servidores do Congresso não descartam a possibilidade de os parlamentares até mudarem a MP de Bolsonaro que reorganizou os cargos no início do governo.

Proteção a alunos

A necessidade de proteger e assistir alunos nas escolas – que veio à tona após a tragédia em escola de Suzano – chegou à Câmara paulistana. O vereador Ota, do PSB, cobrou da gestão Bruno Covas como anda a lei que ele conseguiu aprovar em 2014 que cria um Conselho de Assistência Psicológica para alunos da rede municipal.

Indagada, a Prefeitura informou que a lei resultou no Núcleo de Apoio e Acompanhamento para Aprendizagem. Nele atuam 52 profissionais que já fizeram 6.900 atendimentos na rede municipal.

Proteção 2

Surpreso – pois não tinha essa informação – o vereador marcou audiência, na segunda que vem, com João Cury, secretário da Educação. Quer saber, entre outras, quantos dos 52 profissionais são psicólogos e como chegar aos atendidos e atendentes, para checar os resultados da sua iniciativa.

Orgulho paulista

Celebrando nova edição da SP-Arte, os diretores da White Cube de Londres e do Art_Ahead art advisory levam 30 colecionadores para visita ao Masp, no dia 2. Onde vão conhecer a instalação dos cavaletes de vidro.

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