Em Davos, sintonia entre Fazenda e Banco Central

Sonia Racy

18 Janeiro 2017 | 00h50

O Itaú foi ontem anfitrião de almoço para investidores estrangeiros que participam do Fórum de Davos. Discursaram, ali, Henrique Meirelles, da Fazenda, e Ilan Goldfajn, do BC. Como era de se esperar, segundo fonte da coluna, nenhuma revelação nova.

Houve, sim, explicações sobre avanços no País e grande sintonia entre Fazenda e BC. “Coisa rara na história do Brasil”.

‘Diquerda e esreita?’

Mas o astro do dia no WEF foi…o presidente chinês. Xi Jinping. Que acabou sinalizando que o mundo vive uma ambiguidade na qual a palavra de ordem é o pragmatismo, ao defender a globalização e o livre mercado. Xi se esmerou ao citar frases de Charles Dickens – essencialmente, um autor da revolução industrial na Inglaterra – no início do século 19.

‘Diquerda’ 2

Quem diria: a China, país autoritário e controlado, defendendo a globalização e o livre comércio, enquanto Donald Trump briga para fechar as porteiras dos EUA – país que é o símbolo máximo do mercado livre. “O Brasil tem que ser também pragmático”, avalia diretor de banco presente à palestra, feita em auditório totalmente lotado, apesar do espaço para 3 mil pessoas.