Eleição ‘será mais do mesmo’, prevê Ratinho

Eleição ‘será mais do mesmo’, prevê Ratinho

Sonia Racy

12 Setembro 2018 | 00h55

GABRIEL CARDOSO/SBT

Por meio de almoço para poucos, na sede do SBT, em São Paulo, Ratinho comemorou ontem 20 anos na emissora de Silvio Santos contando que hoje ele anda pelos corredores da casa evitando encontrar o patrão. “Tô há muito tempo aqui, vai que ele implica e me demite”, brinca o apresentador.

Ao longo da sua carreira, ele não tem do que reclamar: construiu sólido patrimônio e a holding da família Ratinho fatura hoje algo como R$ 170 milhões por ano. E se adaptou aos tempos politicamente corretos, diminuindo ‘’audivelmente’, na apresentação de seu programa diário, o volume de palavrões e agressões. “Quis conquistar o público mais jovem”, justificou à coluna ontem. Seu programa, avisa, não tem problema de anunciante: “Estou fechado até janeiro”. E apresenta audiência média alta.

Pensa em se aposentar? “Ficarei aqui até ser demitido. Apresentar o programa, para mim, não é trabalho, é diversão. Detesto trabalhar”, ressalta o empresário-apresentador, dono de vários negócios diferentes no setor agrícola, no comércio e outros. “Mas não toco nenhum deles”, ressalta.

Seus três filhos se dividiram entre a empresa não televisiva, a produtora e… a política. Ratinho Junior está se candidatando pelo PSD ao governo do Paraná e está bem colocado. Tem chance de o Congresso se renovar? “Estou acompanhando meu filho e vendo que acabou aquele negócio de o cara chegar perto de você e falar “paga a minha luz, paga minha água, que eu vou votar no seu filho”. Melhorou. O descrédito na classe política vai eleger parlamentares novos no dia 7 de outubro? “Vai ser mais do mesmo, infelizmente.”

O apresentador critica a divisão instalada no País. “Ela está se acentuando”, lamenta. Vê algum candidato preparado para enfrentar a dura missão de colocar as contas fiscais em ordem, com pulso para fazer as reformas necessárias? “Acho que qualquer um que ganhar tem que diminuir o Estado. A iniciativa privada tem como dar mais empregos e impulsionar a economia, sou linha liberal”. Pensa em voltar a fazer política? “Fui um péssimo deputado porque eu não consigo ser parlamentar. Tem que abrir espaço, tem que ter paciência ilimitada. Eu nasci é para ser executivo.”