Efeito facada?

Sonia Racy

11 de junho de 2015 | 01h08

Empresários cariocas vão ajudar a segurança do Estado do Rio. Começam por financiar o conserto de 200 motos da Polícia Militar.

A ação é resultado de conversas mantidas com José Mariano Beltrame.

Efeito 2

A convite de integrantes da iniciativa privada, o secretário de Segurança de Pezão teve três reuniões, nos últimos dias, com empresários e representantes do mercado financeiro.

Beltrame detalhou a cada grupo a dramática situação da segurança do Estado, explicando como a legislação dificulta o trabalho – brechas na lei determinam a soltura de criminosos – e revelou faltarem recursos até para comprar coletes à prova de bala.

Efeito 3

Os ouvintes se ofereceram para ajudar – como fez no passado Eike Batista. Por meio da sua OGX, ele dava R$ 20 milhões por ano para implantação de UPPs. O dinheiro foi usado na construção de sedes para policiais militares e compra de equipamentos – computadores, viaturas, munição, armas, uniformes. Bem como para a formação de PMs.

Nas conversas, o secretário de Segurança do Rio foi enfático ao advertir: qualquer tipo de contribuição tem que ser feita de maneira direta, clara e transparente.

Efeito 4

A Constituição garante recursos para os setores de saúde e educação, mas a segurança quem banca são os Estados. Que, sabidamente, sofrem o impacto da crise econômica.