Ecos do leilão

Sonia Racy

17 de agosto de 2010 | 23h01

D. Marisa Letícia chegou ao leilão anteontem de braços dados com Wanderley Nunes, depois de acompanhá-lo ao enterro do pai dele horas antes. Estava animada com Dilma: “Vamos levar no primeiro turno”, disse a primeira- dama antes de sentar-se à mesa onde estavam Eike, familiares de Nunes, Roberto D’Avila e Alessandro Corona, empresário italiano.

Eike começou levando um kit de cozinha de R$100 mil. Atendendo ao apelo do cabeleireiro para a falta de lances, não parou mais, devolvendo, cada item arrematado, para ser leiloado novamente. Com exceção do relógio Rolex de ouro, doado por Fausto Silva.

Aflito com o ritmo do leilão, Wanderley subiu ao palco para uma rodada final de doações. “E você, Dona Marisa?”, perguntou o hairstylist. “Não vai dar. Meu marido ganha bem pouquinho”, brincou. Em seguida, o cabeleireiro esclareceu que a primeira-dama já contribui muito com seus contatos. Perguntada sobre o que fará depois das eleições, Dona Marisa tropeçou na resposta: “Temos ainda cinco anos de trabalho, ou melhor, cinco meses”.

Peça da noite? O terno de Lula por R$500 mil: obviamente comprado por Eike. Detalhe curioso: poucos prestaram atenção ao vídeo sobre o trabalho da Escola do Povo que estava sendo exibido em duas TVs do Buddha Bar Daslu.

PAULA BONELLI E MARILIA NEUSTEIN

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