Dúvida no mercado: por que o Itaú quer controlar a XP?

Sonia Racy

12 Maio 2017 | 01h00

Está dando o que falar, pelo mercado financeiro, a operação de compra de 49% da XP Investimentos pelo Itaú. A pergunta é: por que teria o Itaú – um banco com milhares de agências fixas espalhadas pelo Brasil – optado justamente por entrar em um negócio símbolo da “desbancarização” do sistema financeiro?

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A XP, que hoje administra quase R$ 90 bilhões – nasceu como corretora e se concentrou em criar e expandir uma plataforma de terceiros.

“Com essa compra, o Itaú mostra que não acredita mais na evolução de prestação de serviços, analisa um conhecido banqueiro.

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O Itaú teria trazido o futuro para o presente, como já fizeram o BTG e o Banco Original. “Focaram no banco do milênio”, pondera outro importante integrante do sistema financeiro “mas quem ainda hoje tem os milhões é a geração mais s velha”.

Para esta fonte, o ciclo da “velha” indústria bancária não desapareceu e ainda há espírito de fidelidade.

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Terceira fonte aposta justamente no contrário. “Tenho certeza de que o Itaú se adiantou entrando com o pé direito no processo de “desbancarização”, decolando à frente da concorrência varejista”.

Agentes da PF querem
processar Lula por calúnia

A Federação Nacional de Policiais Federais, capitaneada por Luís Boudens, pretende processar Lula por denunciação caluniosa.

Juiz condena “ofensas contra atores
do processo” sobre venda da BR

Lei é lei, mas boas maneiras não mal a ninguém. É disso que trata o juiz Edmilson da Silva Pimenta, de Sergipe, na sentença que anulou ação popular contra a venda da BR Distribuidora pela Petrobrás.

Depois de expor as razões para rejeitar a ação, ele se refere “à indignação da Petrobrás” quanto aos termos da petição dos requerentes. Segundo ele, “de fato é deselegante e violadora do dever de cordialidade, no trato com a parte adversa, a postura de usar expressões ofensivas contra os atores do processo”.

Na demanda, conclui o juiz, “não se comportam ofensas pessoais ao posicionamento particular das partes”.