Dor e delícia

Dor e delícia

Sonia Racy

11 Fevereiro 2013 | 01h02

Cleomir Tavares

Alinne Moraes curte uma cervejinha (“mas com moderação”) e não vê problema em encarnar personagens polêmicas. A musa do camarote Devassa conversou com a coluna sobre carnaval e o que vem por aí.

Você é foliã?

Não me vejo como foliã, mas sempre admirei o espetáculo. É lindo, uma das maiores festas populares que existem. Não tem como não gostar!

Como foi o convite da Devassa? Difícil encarnar a personagem para a campanha?

Foi uma ótima surpresa. Encaro como homenagem. Sempre me identifiquei com a linha criativa da marca, por isso, não tive dificuldades em aceitar a proposta da campanha.

O que é, na sua opinião, uma mulher devassa?

Depende do olhar de cada um. Alguns preferem não admitir que uma mulher pode assumir seu lado menos recatado, outros acham que é a atitude de uma mulher contemporânea, que não se preocupa com julgamentos e vive à sua maneira. Acho tudo isso uma grande brincadeira, cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é.

Muitos criticam mulheres que estampam propagandas de cerveja. O que acha disso?

Uma grande besteira. Beber pode, comprar pode, só não pode anunciar? Por quê?

Quais os próximos projetos?

O filme O Vendedor de Passados, do Lula Buarque. Faço uma mulher que pede para que sua história seja reescrita por um vendedor de passados (o Lázaro Ramos). Será lançado em agosto. /MARILIA NEUSTEIN