Dois lados

Sonia Racy

05 Maio 2015 | 01h10

Entidades patronais são contra a ideia do governo Dilma de transferir R$ 10 bilhões do Fundo de Investimento do FGTS (criado para ser uma alternativa a bancos públicos e privados no financiamento de projetos de infraestrutura)para o BNDES. Além de mau negócio, incluem a ideia na lista de “pedaladas fiscais”.

É que com a aprovação da medida, o governo evita aportes do Tesouro no banco e, consequentemente, maior endividamento da União.

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O governo se defende. Segundo fonte liga ao processo, além de se evitar o crescimento da dívida federal, a medida não vai resultar em má aplicação do dinheiro do trabalhador.

Pela proposta do governo, a CEF, gestora dos recursos, terá liberdade para escolher, na carteira de bons ativos do BNDES, o que quiser. Uma operação de cessão desses ativos renderá bem mais que os tradicionais – e mínimos – juros pagos pelo FGTS.

Por fim, alega a mesma fonte, a operação traz o encolhimento do balanço do BNDES– coisa que o mercado privado vem pedindo há anos.