Dois é mais

Sonia Racy

31 Março 2015 | 01h10

Craque experiente em direito administrativo, Carlos Ari Sundfeld não se encanta com a ideia de o Executivo atuar sozinho nas negociações de acordos de leniência com empresas investigadas pela Lei Anticorrupção.

É que o MPF “sabe muitas coisas sobre elas que CGU e TCU não sabem”, diz ele. Pode haver casos em que já se apurou tudo o que é preciso para condenar uma empresa “e assim não haveria razão para o Executivo negociar com ela.”

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A propósito, Sundfeld tem resposta para dúvida que circula no mundo da Lava Jato: se os acordos de leniência se restringem à área administrativa e não impedem a condenação na criminal, por que as empresas os negociam?

“Porque elas têm esperança, no decorrer do processo, de que coisas novas possam surgir, no universo legal, capazes de alterar o quadro”.