Divergência no controle de armas e feminismo esquentam eleições do IBCCRIM

Sonia Racy

20 de outubro de 2020 | 00h53

Guerra aberta… 

Esquenta o clima das eleições no IBCCRIM, tradicional instituto de direito penal fundado há 28 anos.

Segundo fonte da coluna, Eleonora Nacif, presidente da entidade, publicou mensagem de WhatsApp no grupo esclarecendo sua posição: não apoia chapa capitaneada pelo seu tesoureiro Yuri Felix. “Seria incoerente apoiar chapa idealizada por homens, paulistas, cuja construção se deu de maneira pouquíssimo transparente”.

Nacif também criticou Felix por sua “posição armamentista” na questão de controle de armas e confessou que não é fácil ser mulher na liderança de uma instituição do porte do IBCCRIM.

 … do crime 

Indagado sobre o assunto, Yuri afirma que todos desejam um sistema criminal menos desigual, que respeite a Constituição. Sobre o seu posicionamento em relação a armas, chamou de falsa polêmica. “Já defendi plebiscito sobre eventual regulação do porte de armas, pedindo respeito ao resultado”.

 Girl power 

As mulheres estão dominando entidades que representam o setor cervejeiro.

Carla Crippa, da Ambev, acaba de assumir a presidência do Sindcerv e Nadhine França foi eleita para presidir a Abracerva, após a renúncia do antigo presidente por casos de machismo e racismo.

E há ainda muitas mulheres no comando da Câmara Setorial da Cerveja, criada pelo Ministério da Agricultura.

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