Disney da arte

Sonia Racy

17 de março de 2012 | 01h01

A Tefaf, feira de artes de Maastricht, na Holanda, completa 25 anos sólida na Europa, crescente na Ásia e… principiante no Brasil. Este ano, cerca de 20 casais brasileiros devem comparecer ao evento aberto anteontem. Marcose Tania Derani, por exemplo, visitam a feira pelo sexto ano. “A gente vem para aprender, conhecer e nos divertir. A Tefaf é uma Disney pra mim”, diz ele.

Apesar de investir em mercados emergentes – a feira envia, desde 2008, profissionais para divulgar o evento em São Paulo –, ainda não há stands de galerias brasileiras. É raro encontrar trabalhos nacionais, como os de Lygia Pape e Hélio Oiticica. Mas, na inglesa Ben Brown, um painel duplo de Vik Muniz (The Creation of Adam, After Michelangelo) chama a atenção e sai por US$ 900 mil. Para 2013, a Tefaf promete uma aproximação com colecionadores cariocas.

Por causa do jubileu de prata, a feia recebeu, pela primeira vez, visita da rainha Beatrix, da Holanda – conhecida por ser ótima escultora. O evento, que começou com old masters (obras da Renascença até final do século 19), foi aos poucos abraçando arte moderna e contemporânea – mas só de artistas consagrados. Além de pinturas e esculturas, há também grande variedade de joias. Destaque para a Graff, que expõe peça avaliada em US$ 40 milhões – com direito a fila de curiosos.

Outro tipo de arte está no stand de Thomas Heneage, da art book (casa de livros raros) que leva seu nome. Ele mostrou à coluna um exemplar de 1929 , que caçou durante 15 anos: Les Nuits, de Alfred de Musset, não é impresso em papel, mas em finíssimas lâminas de madeira. O galerista garante: só foram produzidas dez unidades e a dele é a número um. Depois de tanto tempo à procura, afirmou – despistando, claro – que ainda não se decidiu por quanto venderá a preciosidade. DÉBORA BERGAMASCO VIAJOU A CONVITE DA TEFAF

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