Direto do rio Capibaribe

Sonia Racy

16 de março de 2013 | 01h12

Aécio que se cuide. Não foi o primeiro nem será o último evento ao qual Eduardo Campos compareceu em São Paulo, para se apresentar ao PIB paulista. Fala afinada com a da iniciativa privada, o governador fez longo discurso anteontem, na casa de Flávio Rocha, da Riachuelo – que acaba de assumir o Instituto para Desenvolvimento do Varejo.

“Constrangidamente”, contou ali ter sido empurrado pelo fato de Lula ter lançado Dilma à reeleição: “O processo político não deveria ter sido antecipado. É ruim para o País”. Mas já que foi, bateu na necessidade de avanços na competitividade, produtividade, reforma tributária, serviços, cidadania, reforma política, sem, como ele mesmo disse, ofender quem está por aí. “Não tem nada demais querermos mais”. E instigou a sociedade brasileira a travar um maior diálogo com o governo. “Mas se ele não quiser, também podemos falar via imprensa”, ponderou, dando como exemplo o que aconteceu recentemente com a MP dos Portos. “Como não tive oportunidade de discutir o projeto com o governo, o fiz publicamente”.

Sua maneira clara e transparente de se expressar prendeu a atenção dos cerca de 50 convidados presentes, que se divertiram com a introdução feita pelo anfitrião. Também pernambucano, Rocha lembrou que, “na terra de onde vim, o rio Capibaribe se une ao Beberibe para formar os… cinco oceanos do planeta”. Risos gerais.

O fato é que, de pouco em pouco, pelo que se vê, o governador de Pernambuco está buscando espaço entre os paulistas – visto que, sem eles, fica difícil concretizar qualquer sonho presidencial.

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