Direto do paddock

Direto do paddock

Sonia Racy

27 de novembro de 2012 | 02h40

PAULO GIANDALIA/ESTADÃO

O cenário era de decisão, mas, pouco antes de a corrida começar, todos os olhares se voltaram para uma figura, no mínimo, excêntrica que passeava sem credencial, anteontem, em Interlagos.

Ferrarista de caderneta, o senegalês Mr. Moko, da Chrome Hearts jewelry, é figura carimbada do circo da F-1. Treze entre dez mulheres e namoradas de pilotos têm ou desejam joias assinadas por ele. À coluna, limitou-se a um OK com o polegar e à frase “Elas me querem!”, seguida por amplo sorriso de marfim.

Já pelo lounge do autódromo, Kassab distribuía apertos de mão. Como está a transição, prefeito? “Muito tranquila”. Sobre a aproximação com o PT logo após a vitória de Haddad, foi firme: “Qual aproximação?” O prefeito eleito chegou às 13h, falou longamente com Emerson Fittipaldi, mas não chegou a subir ao lounge.

Do outro lado do paddock, Raí arriscava Massa no pódio, “mas terá de entregar a posição para o Alonso” – acertou! E comentava a presença de Ganso no meio-campo do São Paulo: “Quando ele entra no jogo, muda tudo”.

Gilmar Rinaldi também estava em clima de final de campeonato. E achou temerária a decisão da CBF de tirar Mano Menezes do cargo a tão pouco tempo para a Copa. “Tem de parar de frescura. Quem entrar precisa aproveitar o trabalho já feito. É hora de uma força-tarefa para levar o Brasil ao título em 2014”, vaticinou o ex-goleiro e hoje empresário de atletas. E o campeonato de F-1, quem leva? “Vettel, sem dúvida” – acertou!

Marcelo Tas, após beijar as mãos de Mariana Weickert, arriscou: “A Fórmula 1 é emocionante, mas não é páreo para a política brasileira, que vive capotando nas curvas”.

Enquanto a coluna circulava, uma informação de última hora: Flávia Kurtz, filha de Pelé, estava no autódromo. Missão? Entregar a Michael Schumacher, que se aposentou (de novo) das pistas após o GP Brasil, uma chuteira autografado pelo rei do futebol./DANIEL JAPIASSU

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