DIRETO DO MERCADO

Sonia Racy

23 de setembro de 2011 | 23h01

A semana foi difícil para o mercado de câmbio. E, segundo quem entende do assunto, essa novela não deve acabar tão cedo.

Por quê? Entre os motivos, as consequências das inúmeras medidas decretadas pelo governo para evitar a desvalorização da moeda americana. Com elas, o governo acabou engessando o funcionamento do mercado. E diante do atual movimento encarecendo a moeda americana, ela reagiu exageradamente aos problemas externos.

Foi o agravamento do problema na Europa que acabou disparando esse gatilho. Especialistas estão acreditando que as opções da Europa se limitaram a dois caminhos nada animadores. Quais? A Grécia reestrutura sua dívida e se mantém na Comunidade Europeia; o mundo se “salva” temporariamente, mas mata o país, que terá de seguir regras econômicas asfixiantes. A segunda opção seria a do… horror sem fim. Grécia quebra, sai do euro, provoca efeito cascata e… sabe-se lá.

Voltando ao dólar, não é bom que fique mais caro? Não era o que todo mundo queria, menos turistas e importadores? Era. Mas, na economia, não há jogo de ganha-ganha. Empresas que choraram tanto agora tremem por pagar mais caro pelas linhas comerciais e dívidas externas. O governo, que fez de tudo para elevar o preço do dólar, está preocupado com a alta da inflação.

Enfim, o ponto de equilíbrio, se é que existe, ainda está longe.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: