Direto do camarote

Sonia Racy

27 Março 2017 | 18h23

Um fotógrafo de uma revista de moda está na porta de entrada do Lollapalooza, que aconteceu sábado e domingo no Autódromo de Interlagos. Ele procura figurinos descolados. Coachella style? “Não, agora não é mais Coachella, nada de franja e chapéus. Tem que ser mais cool”, dizia. O estilo pode estar antiquado, mas franjas e chapéus fizeram a cabeça de muita gente no festival – e na área vip. No primeiro dia, o lounge com open bar de bebida e comida teve poucas celebridades. Mas muitos penetras, que conseguiam entrar com as pulseiras que eram tiradas do braço e passadas a amigos do lado de fora. Resultado: a bebida acabou antes do fim. No domingo, a segurança foi redobrada e as pulseiras foram mais apertadas. O prefeito Joao Doria deu uma passada rápida no primeiro dia. Já Bruno Gissoni, em fase solteira após romper com Yanna Lavigne, foi aos dois dias. Caio Castro mal conseguia andar, com pedidos de fotos. Mas as celebridades maiores frequentaram mesmo o family & friends, espaço vip do vip, que dá acesso ao palco. Ronaldo Fenômeno garantiu seu espaço ali para ver o Two Door Cinema Club e o The Strokes. Diferentemente da edição passada, quando o evento ocorreu num dia de manifestação contra Dilma Roussef, camisetas do Brasil quase não se viram por ali. Nessa edição, também teve protesto na Paulista contra a corrupção organizada pelo mesmo MBL que pediu o impeachment de Dilma. Mas, assim como na Paulista, o quórum de camisetas com logo da CBF ficou bem abaixo do imaginado./PEDRO HENRIQUE FRANÇA