Direto de Portugal

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Sonia Racy

30 de março de 2014 | 01h07

Foto: Divulgação

Por causa da SP-Arte, que começa esta semana, Joana Vasconcelos já está em SP. E inaugura, amanhã, sua expo Casarão, na Galeria Casa Triângulo. A artista plástica portuguesa respondeu perguntas da coluna.

Sua obra está espalhada em coleções públicas e privadas. Acha que a arte é mais significativa quando é pública?

Claro que sim. A arte deve ser acessível a todos, e os governos devem investir mais em projetos de arte pública. É uma das melhores formas de democratizar a cultura.

Você é a mulher mais jovem a expor no Palácio de Versalhes. Qual a sensação?

Uma enorme honra e grande responsabilidade. Difícil imaginar esse percurso quando comecei. Por outro lado, Versalhes faz todo o sentido no contexto da minha obra. A exuberância, o luxo ou o gosto pela experimentação são questões sempre presentes no meu trabalho e Versailles é um dos expoentes máximos de tudo isso.

O que achou de ter sua obra A Noiva censurada por lá?

Foi motivo de grande decepção. É uma peça muito importante na minha obra, com a qual tornei-me reconhecida no meio artístico internacional. A liberdade de criação me é muito importante, e os artistas plásticos não trabalham segundo programas como, por exemplo, designers e arquitetos. Entretanto, agi com tranquilidade, pois é assim que funciona.

Você costuma brincar com elementos femininos em suas obras, como em A Noiva e Marilyn. A questão feminina é uma fonte de inspiração?

O fato de ser mulher condiciona, naturalmente, a minha perspectiva sobre o mundo e a forma como me relaciono com ele.

Como será a fundação para preservação do seu trabalho?

A Fundação Joana Vasconcelos reunirá toda a minha obra e também terá uma coleção de arte contemporânea, composta por peças de outros artistas nacionais e internacionais com quem tenho trabalhado. Essa futura coleção poderá ser visitada pelo público. Outro dos objetivos da fundação é criar bolsas de estudo para estudantes de arte.

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