Direto das Olimpíadas

Sonia Racy

02 de agosto de 2012 | 01h00

Bandeira na mão, dor no estômago e coração quase pulando pela boca. Era a imagem de Janeamar Endres, mãe do capitão da seleção brasileira de vôlei, Murilo, anteontem, no jogo contra a Rússia. Pela segunda vez fora da País (acompanhou só um jogo do filho na Itália), esta senhora que saiu da gaúcha Passo Fundo tentava conter a emoção: “Já orei por ele e por mim”, diz à coluna. A fé é da mãe mesmo, porque o próprio Murilo não tem nenhuma superstição ou ritual. “Ele sabe que estou pensando nele e, por isso, fica tranquilo”, garante.

É só na hora do saque do filho que o grito de torcida escapa da boca materna. “Olha lá, ele está meio nervoso, está roendo as unhas”, comenta, tímida. O irmão do jogador, Gustavo, ex-seleção brasileira, ficou em casa. “Era para meu outro filho, o mais novo, vir também. Mas, de última hora, desistiu”, conta.

A única representante da família nas Olimpíadas, no entanto, tem sua recompensa. Além da vitória do Brasil, o filho é o único jogador a vir até a arquibancada agradecer a torcida. Manda beijo para “dona Jane”, seu apelido, e grita alto e bom som: “Minha mãe é pé quente”. Antes de sair da quadra, ainda manda um “te ligo”. “Eu disse que ele vinha me procurar. Quando ele fala, cumpre.”

Acompanhando a mãe de Murilo também está Rodrigo Faro, apresentador de O Melhor do Brasil. O moço causou alvoroço entre os brasileiros e contou à coluna ter trazido na bagagem fantasias de Freddie Mercury, Mick Jagger e Amy Winehouse para gravar quadros do programa com as pessoas nas ruas repletas de turistas.

E se elas estão lotadas, o comentário geral entre o público do vôlei era o número de assentos vazios. Os ingressos para esse tipo de partida custam, em média, 60 libras, e a fila para comprar tem sido longa – quase duas horas para quem chega por volta das seis da manhã em busca de um lugar. /MARILIA NEUSTEIN