Direto da Flip

Sonia Racy

06 de agosto de 2010 | 23h00

Wendy Guerra, escritora cubana, está impaciente. Quando perguntada sobre a política da ilha, desconversa agressivamente. E faz questão de esclarecer que não tem nada em comum com Yoani Sanchéz: “Ela é uma blogueira, eu sou uma autora”. E acrescenta: “Ela não seria nada fora de Cuba. O lugar dela é lá”.

Figura esperadíssima da 8ª edição da festa, Azar Nafisi se acabou em fazer compras… na farmácia. É que autora iraniana está gripada.

William Kennedy já tem programação para depois da Flip. Foi convidado para jantar, na próxima terça, na casa de Hector Babenco. O cineasta venceu a disputa dos direitos autorais de Ironweed, do autor, com ninguém menos que David Lynch, em 1987. Na ocasião, Kennedy disse ao brasileiro que não cedeu a Lynch porque o cineasta queria colocar uma televisão nos olhos dos personagens – ideia que o irritou profundamente.

Collum McCann andava por Paraty indagando as pessoas sobre “nomes próprios de brasileiros de classe média”. Pesquisa para um futuro romance. Ao contrário da mulher, Isabel Allende, William Gordon teve seu ataque de estrela. Pediu que seu crachá de acompanhante fosse trocado por um “de escritor”.

William Boyd é um autor independente. Além de alugar a própria casa para se hospedar com a família em Paraty, o escritor africano já programou viagem para Petrópolis onde conhecerá a casa que foi de Elizabeth Bishop para escrever um artigo para o The Guardian.

A direção da Flip pediu para Ciro Lilla, da Mistral, vinhos sul americanos de alta qualidade para servir aos convidados. Entre os escolhidos, Viña Montes (Chile) Catena (Argentina) e Vallontano (Brasil).

Um desafortunado parou o carro em lugar proibido em Paraty. Além de multa, ganhou um bilhete especial escrito: “Parado na porta da casa do prefeito”.

MARILIA NEUSTEIN

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